[Ode ao meu país]
Como não quero que o meu blog seja só sobre coisas fofinhas venho dissertar de forma muito superficial a proposta do aumento do salário mínimo nacional.
Desde o início de 2016 que o salário mínimo é de €530 mensais e para 2017 o secretário-geral da CGTP propõe €600 mensais embora a proposta do Governo, de €557, deva prevalecer. Os patrões, claro está, e como coitadinhos que são insistem nos €540. A loucura!
Prevê-se que em 2019 chegue aos €600. Será?
Trabalho há muitos anos e há muitos anos recebo o ordenado mínimo. Dá para viver? Dá.
Mas eu não tenho filhos, nem casa nem despesas prementes. Se receber €530 me faz desejar viver por minha conta? Não! Porque a isso juntem-lhe os descontos para a segurança social. Líquidos, o meu ordenado não chega a €500 mensais. Uma pobreza para quem pensa em ter filhos. Impossível! A solução? Pensar há já demasiado tempo em pôr-me daqui a andar e ir para outro país que me pague o suficiente para eu poder ir concretizando sonhos mais altos.
É uma pena, mas é o país que temos.
E a pena que eu tenho de milhares de pessoas que vivem com este ordenado miserável, cheios de dívidas, com filhos e com o desejo de viverem melhor.
Não me posso queixar. Sei que não. Estou em cima de um poleiro mas não posso viver com €500 o resto da vida, lamento. Não quero isso para mim. Não posso deixar que o país onde nasci me trate assim. Mereço melhor.
Desde o início de 2016 que o salário mínimo é de €530 mensais e para 2017 o secretário-geral da CGTP propõe €600 mensais embora a proposta do Governo, de €557, deva prevalecer. Os patrões, claro está, e como coitadinhos que são insistem nos €540. A loucura!
Prevê-se que em 2019 chegue aos €600. Será?
Trabalho há muitos anos e há muitos anos recebo o ordenado mínimo. Dá para viver? Dá.
Mas eu não tenho filhos, nem casa nem despesas prementes. Se receber €530 me faz desejar viver por minha conta? Não! Porque a isso juntem-lhe os descontos para a segurança social. Líquidos, o meu ordenado não chega a €500 mensais. Uma pobreza para quem pensa em ter filhos. Impossível! A solução? Pensar há já demasiado tempo em pôr-me daqui a andar e ir para outro país que me pague o suficiente para eu poder ir concretizando sonhos mais altos.
É uma pena, mas é o país que temos.
E a pena que eu tenho de milhares de pessoas que vivem com este ordenado miserável, cheios de dívidas, com filhos e com o desejo de viverem melhor.
Não me posso queixar. Sei que não. Estou em cima de um poleiro mas não posso viver com €500 o resto da vida, lamento. Não quero isso para mim. Não posso deixar que o país onde nasci me trate assim. Mereço melhor.
Comentários