"A Idade de Adaline"
Recusei por várias vezes ver este filme no cinema: talvez o cartaz e a pretensão de filme romântico com o seu quê de romance histórico ou, quem sabe, a atriz principal. Algo aqui não me despertava qualquer interesse. Na escolha de filmes sou um pouco esquisita. Não gosto de filmes de guerra, ou históricos demasiado maçudos, filmes de super-heróis, comédias românticas e torço muitas vezes o nariz a ficção-científica e a determinados dramas. Mas é nesta última categoria que me revejo. De vez em quando vejo qualquer coisa mas nesta havia aqui qualquer coisa que não me puxava. Mas vi-o. Vi-o ontem e gostei. Gostei muito mais do que esperava. Não vi o trailer, não li qualquer crítica, apenas tinha visto o cartaz.
Adaline nasceu no início do séc. XX, teve uma infância feliz e após a morte do marido sofre um acidente onde ocorre um estranho acontecimento natural. Este acontecimento altera-lhe as células do seu corpo o que a torna imune à passagem do tempo e a impede de envelhecer naturalmente como qualquer ser humano. Durante mais de 100 anos Adaline vive com o aspeto de uma mulher de 29 anos. Imaginem agora o que é viver 100 anos sempre com o mesmo aspecto e a ter receio de se tornar numa atracção mundial, mudar de identidade a cada 10 anos para que ninguém desconfie...
Gostei de Adaline, uma personagem forte, muito determinada e confiante em si mesma. Gostei de Blake Lively no papel principal. Conseguiu fazer-me esquecer a ideia que tinha dela na série Gossip Girl. E gostei de reencontrar Harrison Ford. Muito bom no papel que desempenhou.
É verdade que a história tem incongruências a nível cientifico, é verdade que vai de encontro ao cliché dos filmes românticos e que poderiam ter optado por um final alternativo. Mas nem isso me chateou. Gostei da fotografia, gostei dos figurinos, gostei de tudo e hei-de aconselhá-lo.




Comentários