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A Revoada | Gabriel Garcia Marquez

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"Sempre julguei que os mortos deviam ter chapéu. Agora vejo que não..."


Ler Garcia Márquez é um marco na minha vida, e este livro, que foi reeditado recentemente, é o primeiro romance que Márquez escreveu. A narrativa passa-se em Macondo, a povoação que se tornou célebre num outro livro "Cem Anos de Solidão".
"Há um momento em que a sesta se esgota. Até a secreta, recôndita, minúscula atividade dos insetos cessa nesse momento preciso..."
Em "A Revoada" estamos perante a história de um enterro de um médico de quem ninguém gostava por ser tão misterioso e quem ninguém quer enterrar. Quem conta a história são três personagens: um coronel, a sua filha Isabel e o seu neto. E através dos seus pensamentos vamos construindo a narrativa e percebendo a história. São três pontos de vista, que vamos costurando, unindo até chegarmos ao final. Um livro ao estilo mais instrospetivo, uma preparação para o seu grande romance "Cem Anos de Solidão".

A ti, Julho

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Oh Julho, podias abrandar? Eu sei que os teus dias quentes tardam em aparecer mas desta forma não consigo saborear os teus dias se continuas tão apressado, - as horas a correr e os minutos a avançarem sem fazerem stop. Ainda preciso de dias quentes na minha vida, de raios de sol a queimarem-me a pele. Preciso de ganhar cor, de ir à praia, de ler num jardim... Julho, podias ficar quietinho, por favor?

Aldeias Avieiras | Tejo

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Um Domingo. Um grupo fixe. Um carro e seguimos para visitar algumas aldeias avieiras no Tejo. Tinha lido uns artigos sobre estas aldeias e tinha curiosidade.  Estas aldeias foram surgindo devido à imigração de pescadores  da Praia da Vieira (Marinha Grande) no início do séc. XX, que procuravam sustento durante o Inverno, e decidiam pescar no rio. Com os anos, foram permanecendo junto ao rio, e viviam inclusivamente nos barcos com as suas famílias. Na altura começaram a ser chamados de "Avieiros" (ciganos do rio), e os proprietários dos terrenos nas margens do rio, lá os autorizaram a construir as suas habitações: em madeira sobre estacas de forma a protegerem-se contra as cheias do rio. Por isso estas casas são bem toscas.  Existem várias aldeias destas ao longo do Tejo: Palhota, Escaroupim, Caneiras que merecem certamente uma visita. 











Diário de uma TTAE #22

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Este post devia ter outro título: "Como os passageiros perdem toda a razão", e por que é que eu escrevo isto? Porque acabei de chegar do trabalho plenamente indignada com a situação que vivi há apenas meia-hora: Tinha um grupo de passageiros no balcão de transferências chateados porque o voo deles havia sido cancelado: era um charter com destino a Creta e dirigiram-se a este balcão para levantar os vouchers de alimentação a que tinham direito. Eram 10 passageiros. Eu não tinha na minha posse nenhum voucher e liguei para o Balcão de Serviço ao Cliente da companhia de handling que assistia o voo. Informaram-me de que os vouchers teriam que ser levantados nesse balcão, que eles os tinham lá já prontos. Agradeci e desliguei o telefone. Levantei-me e dirigi-me aos passageiros para os avisar. Garanto que fui sempre simpática com um sorriso nos lábios. Por norma sou muito prestável e foi isso que fui até àquele momento porque eles levantaram a voz e gritavam que não iam sair dali s…

Cuidar dos pés

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Chegar a casa e colocar os pés de molho... água bem fria que arrepia (ideal para ativar a circulação). Esponja, lima, gel de banho, uma toalha e creme hidratante para pés. São estes muitas vezes os utensílios que utilizo para relaxar assim que chego a casa depois de 7:30 a labutar. O grau de relaxe aproxima-se bastante dos 90%, embora a mente precise muitas vezes de esvaziar e acalmar. Tem-me sabido bem este pequeno truque ao regressar a casa e para já basta. São minutos de paz total, entregue a mim mesma. Um mimo depois de estar no meio da multidão todo o dia.

Delicatessen

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São delicadas estas fotografias de Ania, cujo Instagram é este. Assim que as vi, tive que as partilhar imediatamente porque estas imagens são demasiado elegantes para ficarem perdidas no mundo da internet. Aqui fica o trabalho desta jovem.




Diário de uma TTAE #21

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Perante um novo grupo de onjobs (no aeroporto utilizamos esta expressão, mas se preferirem trata-se de estagiários ou trainees, como preferirem), tive as seguintes conversas:
- Ensinas muito bem - diz-me a tutora deste grupo de futuros colegas.
- Tento explicar tudo de forma como gostaria que me explicassem a mim.
- Um dia quando eles estiverem já a trabalhar vão lembrar-se sempre de ti. Obrigada"

Um dia mais tarde, uma das colegas novas dizia-me, aproximando-se de mim e do balcão de check-in onde eu estava a trabalhar:
- Queremos ficar contigo porque sabemos que és boa.


Não sou só eu que sou boa, há dezenas de outros colegas que trabalham bem e se preocupam genuinamente com os  passageiros. Já vi gente a despachar pessoas, eu própria o faço quando temos a pressão de despachar um determinado voo, mas tento sempre prestar um bom serviço, é para isso que ali estou a dar a cara pelas companhias aéreas, e é para isso que recebo um vencimento no final do mês.  É para ouvir isto que acordo de…