Os gatos não têm vertigens
"Os gatos não têm vertigens", de António Pedro Vasconcelos, é um filme com potencial. Teria potencial se o argumentista e realizador não se alongassem em cenas desnecessárias. por exemplo o funeral de Joaquim, personagem de Nicolau Breyner. Acabou o trailer por ter mais acção do que o próprio filme. Acabaram os diálogos entre Rosa e Jó por ser mais breves o que aquilo que eu gostaria. Poderia haver mais diálogo entre estes dois belos personagens e desenrolar ali a amizade cúmplice entre eles. Haveria potencial para mais. Potencial à semelhança do francês Amélie Poulain. Mas estamos no bom caminho. Acredito que fazemos bom cinema sem termos que entrar naqueles clichés tão óbvios. E este filme é um bocadinho óbvio como o romance final. Jó encontra uma miúda especial mas teria sido mil vezes melhor se isso não tivesse acontecido. Foi completamente desnecessário e até forçado. Num filme que foca a amizade entre duas gerações distintas para quê complicar com um enredo amoroso?
É u…
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