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Há livros que nos ficam no coração #7

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Já aqui falei dele e qualquer dia dispensa apresentações. Li o mais recente livro de Oliver Jeffers, o ilustrador de que mais gosto actualmente. A editora Orfeu Negro lançou "O dia em que os lápis desistiram" e é isso mesmo, Duarte um menino que utiliza uma caixa de lápis de cera para colorir os seus desenhos e os lápis acabam por lhe deixar diversas cartas escritas com os seus queixumes. A ilustração do livro é irrepreensível como Jeffers já nos habituou e vamos dando gargalhadas a longo da história. Temos um Amarelo zangado com o Laranja porque Duarte utiliza-os a ambos para pintar o sol e cada um acha que é a cor correcta do astro-rei... Enfim, um livro para crianças que pode muito bem ser lido e adorado por gente crescida.

"Ecstasy"

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Irvine Welsh escreveu o livro e o grupo de teatro da Faculdade Nova de Lisboa adaptou-a para peça de teatro. E eu fui ver, claro. Em "Ecstasy" está presente muita cultura pop, muitas drogas, muito sexo e muitas asneiras. O livro já havia sido adaptado ao cinema em 2011, e tem várias histórias paralelas que se vão enredando. Lloyd um viciado em pastilhas procura o amor, Heather é casada com um homem que só pensa no trabalho e ali à volta anda um grupo de jovens meio tresloucados. A peça teve lugar no pátio da FCSH/Nova à noite e o grupo disponibilizou mantinhas polares para os espectadores não tremerem com este frio que se faz sentir em plena primavera. A peça tem muito ritmo, os aspirantes a actores têm jeito para a coisa embora se destaquem realmente apenas alguns. Houve música gira, gente gira, danças sensuais e pessoas quase nuas. Divertido, só é pena já não haver mais pois hoje é a última sessão da peça. Talvez em breve o grupo de teatro da Nova nos surpreenda com algo d…

"O Aldrabão"

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Foi ontem ao final da tarde que entrei pela primeira vez na sala Garret do Teatro D. Maria II para ver a peça "O Aldrabão" do romano Plauto, encenada por João Mota. A peça é uma comédia divertida passada num rua de Atenas e conta com a participação de Virgilio Castelo, Rui Mendes, João Ricardo entre outros. Os diálogos têm tiradas divertidas, algumas asneiras à mistura em que ninguém se ofende. E nota-se que a boa-disposição reina entre os actores. Trocadilhos, mal-entendidos e negócios duvidosos são o pão-nosso da peça. Pseudolo é um escravo tenta enganar um chulo ao tentar roubar-lhe uma cortesã amada pelo filho do seu amo e que estava prometida a um soldado. 
A cenografia da peça é simples, os músicos estão no topo da casa no meio de nuvens e nada ali tem efeitos-especiais. Apenas as luzes fazem magia num palco lindissimo como aquele. 
"O Aldrabão" é tida como uma das melhores comédias de Plauto

Para ver até 25 de Maio.

Felicidário

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"Se é difícil definir a felicidade aos 20, aos 30 e aos 40, imaginem aos 60 ou aos 70. Foi por isso que nasceu o Felicidário. O Felicidário é um calendário e também é uma espécie de dicionário com 365 definições práticas de felicidade. Aos 65, a felicidade é arrumar as botas e fazer crochet, é gozar o dolce fare niente ou fazer aquilo que nunca se fez? Todos os dias, durante um ano, o Felicidário sugere uma nova ideia de felicidade para maiores de 65 anos." Descubram o Felicidário aqui e escolham a vossa frase preferida.

Nós

Disseram-me que era um espectáculo de artes circenses na Praça do Município, em Lisboa, e eu lá fui entusiasmada. Revelou-se ser a festa de lançamento do Nós (fusão entre Zon e Optimus). O espectáculo tinha bailarinos aéreos (será este o termo correcto), publicidade à mistura, projecções nas paredes dos edifícios circundantes à laia de video-mapping, muito em voga nos dias de hoje, penas e papelinhos atirados do alto das gruas pelos bailarinos cá para baixo, publicidade a filmes... E no final, os espectadores foram surpreendidos com um bonito fogo-de-artifício. Não estava à espera de tudo isto, não sabia muito bem ao que ia mas gostei bastante. Era escusada tanta publicidade, mas como o evento tinha esse propósito só dessa forma é que faria sentido. A noite, para mim, continuou no Bairro Alto, com algumas peripécias ridículas pelo meio, pisar bosta de cão, pagar duas vezes o bilhete do metro porque o telemóvel ficou esquecido no carro, apanhar um táxi porque o metro já não seguia viag…

Simon's Cat

Conheço o Simon's Cat há já uns anos e delicio-me sempre que surgem episódios novos deste gatinho igual a tantos gatos espalhados por este mundo. O meu Sebastião é igual. E este comportamento "louco" é um retrato fiel ao que se passa na realidade. Num minuto está sossegado a lamver-se ou simplesmente sentado à janela e no minuto a seguir corre pela casa fora e atira-se aos nossos pés para que brinquemos com ele.  Quem tem gatos irá reconhecer este comportamento, quem não tem vai achar que os gatos são animais loucos. Estes momentos são divertidos, parecem pequenos cavalos num prado a cavalgar mas é assim que gastam as energias e brincam. Depois, dormem horas seguidas...

Aventuras na piscina #17

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Se tinha a cabeça com preocupações do trabalho, assim continuo. Não consegui libertar a mente quando estava a nadar. Não descontraí e foi difícil coordenar os movimentos. Se utilizo a natação como fonte libertadora de stress, hoje falhei completamente. Julgo que o ambiente que hoje se vivia na piscina não ajudou em nada: aula de hidro-ginástica com música alta, as pistas estavam cheias de gente, vulgo velhotes lentos de movimentos, e decorria uma aula de crianças no tanque de aprendizagem e, por fim, a pista 1, onde eu estava, tinha um senhor de idade que ocupava o espaço todo e eu tinha que me encolher sempre que passava por ele. Por sorte ele lá decidiu ir embora e eu fiquei com a pista só para mim mas estava demasiado ruído para que eu conseguisse atingir um momento zen. As manhãs na piscina são demasiado movimentadas para mim. Gosto de lá ir por volta das 14h, no horário de almoço. Ninguém se lembra de ir nadar a seguir a uma refeição.
Hoje a piscina não me satisfez, não me ajudou …