[We need spring]


Os dias sucedem-se uns atrás dos outros. Fundem-se. São todos iguais: Casa, trabalho, casa, comer, dormir, ir ao supermercado.
Tudo igual e a felicidade, os dias solarengos, as gargalhadas, as aventuras, permanecem escondidas nestes dias frios e cinzentos. E a alma parece igual: cinzenta, triste, desiludida. Desiludida por tentar fazer mais e não conseguir. Os objectivos traçados continuam longe de alcançar e as rotinas sucedem-se nestes dias todos iguais.
Chega de dias iguais, de horas desanimadoras, de gente que desilude, de um trabalho que já nada traz de novo, de rotinas que não gosto.
Este frio, esta chuva, o carro que precisa de óleo e de ser aspirado para saírem as purpurinas dos disfarces de carnaval, de um dia de s.valentim disfarçado de alegria quando o cansaço vencia por ter acordado às 02:30 da manhã para ir trabalhar, de umas férias marcadas e que nunca mais chegam, da primavera que só vem no próximo mês.
Estou numa fase de pura letargia e não vejo a hora de sair disto. Olho o espelho e vejo a minha pessoa dentro de um poço fundo, escuro, com cheiro a mofo, e que não estende a mão para de lá sair.
Quando chegas, Primavera? Preciso de ti...

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