despedidas


Trabalho há oito meses no aeroporto e a verdade é que aquele glamour que eu associava sempre às 'meninas" de check-in desvaneceu-se. Primeiro porque, eu sou "menina" de check-in e depois porque de glamour não tem nada e hoje pergunto-me como é que eu era capaz de encontrar glamour na simples tarefa de despachar bagagem para o terminal de bagagens e colocar etiquetas em malas. Claro que o trabalho no check-in não se resume a apenas isso. Até porque temos uma preparação de dois meses intensivos para desempenhar tal tarefa. Por aqui já se vê a dor de cabeça que é estar num check-in. Depois continuo a achar entusiasmante as despedidas e os reencontros. Famílias que não se veem há anos, casais enamorados que se preparam para viverem sob de uma longa distância, avós que deixam os netos, pessoas que vão a funerais noutros países... Enfim, milhares de histórias reais que passam diante dos nossos olhos... e essa é a parte gira deste trabalho.
Além disso, gosto particularmente de ver passaportes oriundos de países longínquos... Maldivas, Hong Kong, Trinidad e Tobago, Cuba.... Já me passou muita coisa pelas mãos... E continua a fascinar-me toda a experiência que estes "meus" passageiros possuem.
Fascinam-me também os islandeses embora não os considere particularmente simpáticos, deve ser o meu fascínio pela aurora boreal que me faz gostar deles...

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