Andar de mota #1

Nunca tinha andado de mota. Nunca tive curiosidade em experimentar. Nunca tinha posto um capacete. Não sabia nada de nada sobre motas.
Motas para mim era um não-assunto. Era. Já não é.
Hoje tenho um capacete, um casaco próprio, umas luvas e já andei várias vezes de mota. Scooter, melhor dizendo. Ando toda artilhada e a mota nem sequer é minha :)
Já a sei pôr a trabalhar, já andei com ela aí por um metro. E quero muito aprender a conduzi-la.
Gosto de passar entre os carros porque é aí que vemos que é um veículo muito mais rápido que os automóveis, gosto de sentir o vento e adoro a rapidez com que estacionamos sem ter que andar à procura de lugar.
Só não gosto muito daquelas curvas apertadas em que temos que nos inclinar um bocadinho. Tenho sempre medo das derrapagens.
Ou das travagens bruscas em que batemos no capacete do condutor.
Ou das ultrapassagens perigosas feitas pelos automobilistas.
Para já conto apenas a aventura que foi arranjar capacete para mim.
Pesquisei durante alguns dias e sabia que não queria nem modelos Jet (são aqueles tipo coco na cabeça) nem Integrais (todos fechados que parece que estamos dentro de um aquário) e por isso comecei a experimentar modelos Modulares, pela sua practicidade.
Mas houve logo um drama. Experimentei vários tamanhos, de S a XS e descobri que a minha cabeça é muito pequena e por isso teria escolher entre modelos de criança, praticamente de plástico sem qualquer garantia de absoluta segurança em caso de acidente ou capacetes Integrais tri-compostos (Carbono, Aramid e Fibra de Vidro), modelos topo de gama com um bom enchimento, porque a minha cabeça embora não pareça é realmente muito pequena para estas modernices de "cascos", como nuestros hermanos dizem.
Tendo em conta que a minha prioridade é sempre a segurança optei por um capacete topo de gama, tamanho XXS, tri-composto. Tem 4 entradas de ar, bom enchimento interior, pesa apenas 1,200 kg e além disso tem uma boa insonorização.
Esperei duas semanas porque teve que ser importado. O bicho veio de França e assim que recebi a informação que o meu novo bichinho tinha chegado à loja, fui quase a correr.
Eis o meu capacete! Um HJC RPHA11, igual ao da imagem abaixo. Branco pérola, lindo.
Experimentei-o. Serviu na perfeição. E trouxe-o.
A tirá-lo é quase um pesadelo: as orelhas ficam presas, o sobrolho é repuxado, enfim... um autêntico filme. Ainda o é. Menos, mas ainda é.
Andar de mota é todo um novo estilo de vida. A rapidez e a sensação de liberdade, que sentimos mesmo, são motivos mais que suficientes para querer andar mais.

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