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jeune homme assis au bord de la mer, de Jean-Hippolyte Flandrin (1836)
Já conhecia esta obra mas revi-a há uns dias e não me foi indiferente. Tocou-me e tive que a colocar como fundo do meu telemóvel. Há aqui uma delicadeza que se entranha.
Este quadro está exposto no Museu do Louvre e sinceramente não me lembro de o ter visto por lá mas o Louvre é enorme e não tive oportunidade de o explorar bem. Se voltar a Paris vou dedicar um dia inteiro a deambular por aqueles corredores. Se um dia bastar...
Não sei se é a tristeza que me transmite, ou a melancolia que me faz gostar tanto desta imagem. Um ser fechado sobre ele mesmo, a reflectir ou apenas um homem que se deixa envolver pelo seu próprio vazio.
Esta será a obra mais conhecida do pintor francês Jean-Hippolyte Flandrin, que foi discípulo de outro grande pintor: Ingrès. Flandrin ganhou o Prémio de Roma e isso concedeu-lhe numerosos contactos e fama.
Não sou particularmente fã do Neoclassicismo nem do Renascimento, sou pessoa que gosta de arte contemporânea mas esta não a deixei passer ao lado. Talvez porque me identifico ou que tenho momentos em que me fecho num certo vazio, certamente como toda a gente, que de vez em quando precisa de silêncio e de solidão.

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