Viajar: os bastidores


Vou desmistificar a ideia que os não viajantes têm dos backpackers habituais pois nem tudo é um mar de rosas. Tudo começa com a planificação da viagem: o melhor guia, o melhor mapa da cidade, o que visitar e onde dormir. O local da estadia é o mais complicado. Habitualmente gosto de um sítio com condições de higiene e de preferência pouco dispendioso para poder gastar uns bons trocos nos museus. Gosto de ter uma casa-de-banho privada no quarto embora já tenha ficado n uma camarata e não me fez particular confusão pois levanta-me cedo para poder tratar de mim sem interrupções. De qualquer modo prefiro ter privacidade e algum conforto embora só lá vá mesmo dormir. Pesquiso na internet hostels e faço a reserva via internet. Com o voo é a mesma coisa. Selecciono data e hora, faço o check-in on-line e estou pronta para ir! Depois é escolher a forma como chegar à cidade do aeroporto. Já me aconteceu ir de comboio, de metro e de táxi. O táxi é a forma mais cómoda quando chegamos ao destino já de noite: poupamos tempo mas gastamos algum dinheiro.
O momento de fazer as malas também requer alguma paciência: temos que levar frascos com o shampoo e o gel de banho pois em muitos locais não nos fornecem estes artigos.
Preparem-se para o calor ou frio e para o peso da mochila. A maioria das vezes não ultrapasso os 5kg mas depende da altura do ano. Se for de Inverno já sei que tenho que ir mais carregada pois a roupa grossa pesa demasiado!
Os sapatos são outro problema: já me aconteceu ir de chinelos e ter que me desenrascar com uns ténis velhos que trazia na mochila para o caso da coisa correr mal. E se tinha que correr mal, correu! Não podia mais com as malditas bolhas, o que vale é que encontramos sempre umas fontes pelo caminho. E se no Vaticano alguém viu uma rapariga com os pés de molho lá na praça de S. Pedro numa fonte lá no meio a altas horas da noite: era eu!
E a comida, perguntam vocês? Perguntam bem, porque pelo que tenho visto lá fora a comida é bastante mais cara do que em Portugal. Quando passo numa mercearia a paragem é obrigatória. é necessária sempre um abastecimento de alguns víveres para o "desenrasque" pois como passo muito tempo na rua e quero despachar a ver coisas, o tempo para parar nos restaurantes é diminuta.
Mas não troco nenhuma destas minhas experiências por nada, enriquecem-me culturalmente e enquanto pessoa. E quanto mais vejo, mais quero ver e viver.

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