Anne Frank Huis

Foi o ano passado que entrei no anexo onde Anne Frank passou quatro anos da sua vida durante a Segunda Guerra Mundial. Fica na Prinsengracht em Amesterdão em frente a um canal e vemos tudo à excepção do sótão onde ela e Peter viam a árvore e conversavam horas a fio.
Não é uma visita fácil. Vemos o escritório onde o pai trabalhava e entramos pela porta escondida atrás do armário. É aí que o nosso coração fica do tamanho de uma uva, as lágrimas prestes a saltar dos nossos olhos e o estomago a agarrar-se muito bem. Vemos tudo: os quartos, a sala e cozinha, a casa-de-banho, as marcações a lápis que o pai de Anne e Margot fez na parede para assinalar o crescimento delas, os recortes que Anne colava na parede do quarto. Nas suas descrições do Diário tudo parece minúsculo mas na realidade circulava-se sem grandes problemas se bem que a casa está despovoada de móveis porque o pai de Anne assim o quis para que as pessoas percebessem o terror vivido naquela época. No final da visita lá está o Diário, dentro de uma vitrina. É, sem dúvida, uma visita dura e que nos remete para o terror vivido durante aquele período. E o barulho do chão. Reparei que se ouve tudo cá em baixo, o chão geme e é muito fácil pensarmos no pânico de serem descobertos, na falta de privacidade, no facto de terem permanecido em reclusão durante todo aquele tempo. E esta é apenas uma história entre milhões...


Anne Frank Huis, Amesterdão' 2012

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