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A ti, Julho

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Aldeias Avieiras | Tejo

Um Domingo. Um grupo fixe. Um carro e seguimos para visitar algumas aldeias avieiras no Tejo. Tinha lido uns artigos sobre estas aldeias e tinha curiosidade.  Estas aldeias foram surgindo devido à imigração de pescadores  da Praia da Vieira (Marinha Grande) no início do séc. XX, que procuravam sustento durante o Inverno, e decidiam pescar no rio. Com os anos, foram permanecendo junto ao rio, e viviam inclusivamente nos barcos com as suas famílias. Na altura começaram a ser chamados de "Avieiros" (ciganos do rio), e os proprietários dos terrenos nas margens do rio, lá os autorizaram a construir as suas habitações: em madeira sobre estacas de forma a protegerem-se contra as cheias do rio. Por isso estas casas são bem toscas.  Existem várias aldeias destas ao longo do Tejo: Palhota, Escaroupim, Caneiras que merecem certamente uma visita. 











Diário de uma TTAE #22

Este post devia ter outro título: "Como os passageiros perdem toda a razão", e por que é que eu escrevo isto? Porque acabei de chegar do trabalho plenamente indignada com a situação que vivi há apenas meia-hora: Tinha um grupo de passageiros no balcão de transferências chateados porque o voo deles havia sido cancelado: era um charter com destino a Creta e dirigiram-se a este balcão para levantar os vouchers de alimentação a que tinham direito. Eram 10 passageiros. Eu não tinha na minha posse nenhum voucher e liguei para o Balcão de Serviço ao Cliente da companhia de handling que assistia o voo. Informaram-me de que os vouchers teriam que ser levantados nesse balcão, que eles os tinham lá já prontos. Agradeci e desliguei o telefone. Levantei-me e dirigi-me aos passageiros para os avisar. Garanto que fui sempre simpática com um sorriso nos lábios. Por norma sou muito prestável e foi isso que fui até àquele momento porque eles levantaram a voz e gritavam que não iam sair dali s…

Cuidar dos pés

Chegar a casa e colocar os pés de molho... água bem fria que arrepia (ideal para ativar a circulação). Esponja, lima, gel de banho, uma toalha e creme hidratante para pés. São estes muitas vezes os utensílios que utilizo para relaxar assim que chego a casa depois de 7:30 a labutar. O grau de relaxe aproxima-se bastante dos 90%, embora a mente precise muitas vezes de esvaziar e acalmar. Tem-me sabido bem este pequeno truque ao regressar a casa e para já basta. São minutos de paz total, entregue a mim mesma. Um mimo depois de estar no meio da multidão todo o dia.

Delicatessen

São delicadas estas fotografias de Ania, cujo Instagram é este. Assim que as vi, tive que as partilhar imediatamente porque estas imagens são demasiado elegantes para ficarem perdidas no mundo da internet. Aqui fica o trabalho desta jovem.




Diário de uma TTAE #21

Perante um novo grupo de onjobs (no aeroporto utilizamos esta expressão, mas se preferirem trata-se de estagiários ou trainees, como preferirem), tive as seguintes conversas:
- Ensinas muito bem - diz-me a tutora deste grupo de futuros colegas.
- Tento explicar tudo de forma como gostaria que me explicassem a mim.
- Um dia quando eles estiverem já a trabalhar vão lembrar-se sempre de ti. Obrigada"

Um dia mais tarde, uma das colegas novas dizia-me, aproximando-se de mim e do balcão de check-in onde eu estava a trabalhar:
- Queremos ficar contigo porque sabemos que és boa.


Não sou só eu que sou boa, há dezenas de outros colegas que trabalham bem e se preocupam genuinamente com os  passageiros. Já vi gente a despachar pessoas, eu própria o faço quando temos a pressão de despachar um determinado voo, mas tento sempre prestar um bom serviço, é para isso que ali estou a dar a cara pelas companhias aéreas, e é para isso que recebo um vencimento no final do mês.  É para ouvir isto que acordo de…

Passadiços do Paiva | Arouca

Há muito que tinha na minha Wishlist conhecer os Passadiços do Paiva, em Arouca (distrito de Aveiro). Localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva e são 8 km de uma paisagem inesquecível. Eu fiz o caminho de ida e volta, e tomei banho nas praias fluviais de Areinho e Vau. Iniciei o percurso em Espiunca, aconselhado para quem faz o percurso nos dois sentidos. É aconselhado o uso de protector solar, levar comida, embora haja cafés, usar sapatos confortáveis. Se comprarem o bilhete via online o preço é de 1€, no local é 2€. É uma óptima experiência para fugir do ruído da cidade, o único senão são as escadarias já na recta final do percurso, já bem perto de Areinho, mas ainda assim temos que as ver como uma aventura… Se conseguem subir e descer as escadas, conseguem fazer o percurso todo sem qualquer problema…  Se vierem de longe (como eu) preparem-se para lá passar o dia inteiro. O ideal é irem de véspera para que no dia da caminhada estejam fresquinhos. E depois, é só desfrutar dos verdes, d…